quinta-feira, 30 de outubro de 2008

K

Chopin, op. 9, nº 3


Esbracejei-me,
sorri-vos,
só as portas gargalharam desdentadas,
em gonzos, tramelas e guinchos de pó velho.
Um sopro de flautim
virou-me os olhos,
baços;
p'lo meio do caos,
o fosso revirado,
enojadas as lamas.
Em vogais,
em maresia,
troquei-me
por um quase herói financeiro,
seco,
tão cheio de números viscosos.

Em sonhos então:
Chopin, op. 9, nº 3
(foto extraída da internet)

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3 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

encontrei um lugar calmo dentro da minha cabeça, encostei-me confortável dentro de mim e pus a correr o "teu" Chopin, enquanto (re)lia o teu post

é fantástica a habilidade humana para codificar o mundo personalizando-o à sua medida e para o descodificar chegando ao outro...

como nos é possível falar tantas línguas de sensibilidade com os outros? e entendê-los?
decerto uma das muitas maravilhas da Criação que me mantêm um homem siderado com a beleza eventual do Mundo

um abraço,
mais um,
meu amigo

terça-feira, 04 novembro, 2008  
Blogger Jaime A. disse...

Merecemos tudo isso, mais Chopin e todas as coisas que a boa parte do mundo tem para nós. Eça dizia; "A estupidez tem cabeça de toiro, há que espetá-la". Que as estupidez do mundo seja sempre sobrepujada pelo que este tem de excelente.

sábado, 08 novembro, 2008  
Anonymous Eduardo disse...

Parabéns pela obra versada e calcada em caminhos tão belos e bons. És um iluminado!! Forte Abraço!!

quarta-feira, 27 outubro, 2010  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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