quarta-feira, 17 de setembro de 2008

lar de volta


Cada canto sorri ao meu olhar. Cada canto também se recorda dos meus olhos, do meu corpo.
O soalho estala de prazer e o ar cintila ainda mais depois da separação.
Sento-me. Deixo-me enredar pelo ar faminto que me leva e traz. Nem sinto a rua, o barulho lá fora.
Apenas os cedros, os linhos, as maciezas, duma casa que torno rústica, me afagam e despertam.
Ouso mil sorrisos e sinto-me abraçado de volta.
Sou daquilo que espreito e as saudades são laços, são carris, são trilhos que me trazem de volta.
(a partir dum pensamento de moriana)

1 comentário:

pedronunesnomundo disse...

se todas as histórias estão contadas, estaremos nós também a recontar-nos infinitamente?...