quarta-feira, 17 de setembro de 2008

K

há caminho?


Longo é o vento

que me leva.

O caminho, solto, a gravilha desfeita

em bolas silvestres.

Estrelas derramadas,

céu cadente,

velando os seus.

A vontade esfumou-se,

assim,

deslizando numa métrica casual.

Um ar, em atalho de Norte,

levou-a silente;

às sete horas

a Lua despediu um Sol mortiço.

Gaivotas sossegam,

há estradas que jamais se cruzarão.


(a partir dum poema de Nucha)

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3 Comentários:

Blogger Blindness disse...

Estes ares,
perdia-me neles...
não fossem as memórias,
âncoras que me prendem
A nortada afaga-me o rosto
acaricia-me os cabelos
O mar sempre ele
a sua força serena-me o espírito

quinta-feira, 18 setembro, 2008  
Anonymous janaina disse...

lindo

http://blue-stars-js42.blogspot.com/

terça-feira, 30 setembro, 2008  
Blogger Jaime A. disse...

O mar, porquê ele?

quinta-feira, 30 outubro, 2008  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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