quinta-feira, 10 de setembro de 2015

partida

Apago-me
na semi-obscuridade.
Vejo um limiar,
uma semi-luz
que me abraça,
numa letargia doce
que me semicerra os olhos.
É uma linha,
uma gentil, doce linha,
que me lava os olhos.
Sinto a cabeça já longe,
na distância rouca
de um tempo
que irei conhecer.
Vejo as mãos,
os dedos estendidos,
num quase cumprimento,
melhor, num adeus.

1 comentário:

Graça Pires disse...

Temos na alma um cais de partidas, o que faz de nós pessoas nostálgicas... Cada adeus magoa tanto... Gostei imenso do poema.
Um beijo.