sexta-feira, 19 de junho de 2015

Não-Palavras

Sopa,
zurrapa
numa malga desdendata
mal cheia de palavras.
Espalho-as,
nao voltam,
mas retornam
enfunadas na 
desgraça de um
texto rude,
traiçoeiro, até.
É na malga
que as caldeio,
ganga informe as quereria;
no fim do túnel
surgem atabalhoadas,
cavalgando a secura informe,
carcaças inteiriças,
crestando o verbo.

Voem!
Voem no Suão que
vos não traga,
na onda impante
que vos submirja 
em memórias já
esgotadas.


2 comentários:

Boop disse...

As palavras... Prisioneiras e rainhas de sentidos e conceitos.
Bem dita a poesia que nos permite usá-las para dizer o não dizivel.

(Obrigada pela visita)

Graça Pires disse...

As palavras: aves indomadas.
Um beijo.