segunda-feira, 8 de junho de 2015

K

palavra

Foi no degrau lascado
do esquecimento
que te reencontrei,
palavra fugidia.
Estavas assim,
trocista,
curvada sobre o sonho.
Ias, talvez,
embarcar,
no progressivo
desvanecer 
de um 
cada vez mais distante
porto.
(...)
e eu que precisava tanto de ti,
minha querida palavra...

("Quando partires,
cuida em levares 
as tuas palavras.
Não te sejam precisas
essas moedas de troca,
esses tesouros que só 
a ti te pertencem."
Fala de Cícero 
a Paulus, seu mensageiro)


(Fonte da imagem: n/a)

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1 Comentários:

Blogger Graça Pires disse...

As palavras tão difíceis de domar. Tão ausentes e tão presentes... Um beijo, Jaime.

segunda-feira, 15 junho, 2015  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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