quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

K

sopros

Uma flor no crepúsculo,
o aroma do sol pôr, as vinhas prenhas,
ao longe,
a estrada deserta
é cortada pela poeira,
nuvens esquecendo o porquê;
quantas vezes este quadro?
talvez com outra paisagem,
já extinta,
outras envolvências 
esquecidas...
há,
no entanto,
um mistério,
uma gota de paz,
serenidade talvez;

os caminhos dolentes,
as vagas trajectórias
erigidas
sob ventos 
puídos
pelos enigmas
que nos envolvem
no abraço 
da estrada deserta

da sua poeira
quase metafísica...
(21/11/13, 15H27)
("Quando te deitares ao caminho,
faz dos teus olhos 
amigos da estrada;
quem sabe se não verás
tempos já esquecidos..."
fala de Plutarco a Aristeu,
seu discípulo grego)

(foto do autor
obtida com telemóvel)


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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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