terça-feira, 26 de novembro de 2013

Flor


Hoje,
vi a flor 
reverdecer,
o verde a alastrar
pelos campos acima,
parecia que o vento norte,
a chuva salgada,
tinham tomado um atalho,
um caminho,
que nos deixava a flor,
o regaço oculto
das ervas,
dos arbustos,
que pariam
mais e mais flores.
E os pólenes bailavam,
nas braçadas  
de tojo em estio,
entre os galhos
no meio dos pastos
semeados pelo vento.

("Guarda-te dos mares,
das ondas e da espuma.
Caminha pelo leito seco
das águas e sorri ao vento,
teu companheiro de viagem."
Fala de Orestes a Plauto,

dramaturgo e poeta

2 comentários:

Pérola disse...

E embalada fiquei em poesia tão ritmada.

Beijinhos

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

A multiplicação da beleza abre sempre outro caminho, eventualmente mais belo ainda em diz que mesmo frios, são de luz...

Um abraço