quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Fuga atarantada

Era mar,
era sossego,
na vista azul,
entre dois tons,
espreguiçavam-se as nuvens.
Tudo parecia certo,
até o vento soprava
em jeito de samba
sem notas.
Era, pois,
uma calma reluzente,
em que só as ondas
suspiravam.
Ao meio-dia,
entre bramidos estonteantes,
ergueu-se um monstro marinho,
escorrendo sal e pânico.
Nas fugas atarantadas,
ninguém viu um homem enfadado
de coleira na mão:
afinal o mostrengo não era de Pessoa,
era galhofeira múmia do Museu ali ao lado!
(publicado em 77 palavras)
(fonte da imagem:
Desafio nº 49 – história louca de férias!

2 comentários:

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Ritmo, pujança, quase declamação... quando se escreve assim sobre um Egas ou Becas, como se escreverá sobre pessoas? ;)

Abraço

Anónimo disse...

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