sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

geografia


Já esqueci a geografia.
Obliterei caminhos,
rosáceas,
batentes de sombras.
Embrenhei-me,
desenvolto,
nas poeiras fumegantes,
nos incensos já mortiços,
nos passos rasos 
dos tempos
de reis-faraós,
césares depois,
imperadores,
mais tarde czares,
distantes, sempre;
talvez amados,
sim,
em algumas geografias,
mas vagos,
mapas em branco,
tão reticentes...

(Primeiramente publicado em:
http://gps-poetasdomundo.blogspot.pt/)

(fonte da imagem:
http://shekinah-shalom.blogspot.pt/2011_02_01_archive.html)

3 comentários:

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Belíssimo jogo de palavras em geografias tão reais quanto imaginárias...

Continuação de boas festas!

Lídia Borges disse...


Em jeito de balanço, "passos rasos"

sem marcas definidas na indefinição dos mapas...

Um beijo

Nilson Barcelli disse...

Vamos esquecendo os caminhos... o tempo vai apagando quase tudo...
Magnífico poema, gostei.
Jaime, caro amigo, desejo que tenhas um excelente ano de 2014.
Abraço.