quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

manhã


Reinventei o som das águas
e, na sua duplicidade,
no seu escoar,
revi-me 
(a vida toda).
É uma luta desigual,
entre as tréguas 
dadas aos outros
e as guerras
contra mim...

O Sol 
empurra o seu brilho
para as águas,
quase transparentes;
há indícios de memórias,

certas,
no suspender
da respiração,
na visão baça

no abrir
dos olhos alagados...

(fonte da imagem:
http://www.mrwallpaper.com)

2 comentários:

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Gostei particularmente da primeira parte. Muitíssimo bom.

Um abraço

Elaine Regina disse...

Olá, Jaime!

Seja muito bem-vindo. Desculpe a demora. Estava sem internet em casa. Mas já foi tudo resolvido e já voltei a atualizar o blog normalmente.

Amigo, interessante seu poema... Vou lê-lo mais um tantinho, antes de dar mais opiniões.

Seja muito bem-vindo, mais uma vez. Pode visitar o Canto sempre que quiser. Não tenho o gadget de seguidores, como pôde notar, porque prefiro que haja liberdade, espontaneidade e autenticidade nas minhas relações com os demais blogueiros.


Abração!