segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

K

Cordame

Vesti-me de vento,
calcei os sapatos
das boas novas,
ergui os olhos
e envolvi-me
nos tapetes relvados
da imaginação a galope
à garupa da memória.

Lembras-te?
Soltaste o cordame,
zarpaste
em onda triunfal.
Fui a tormenta
que te relegou,
querida maruja,
para os abismos
esquecidos.
Os teus marinheiros
não te trouxeram boas novas
nem ventos amáveis.
 
Agora, 
apenas sonhas
o cingir das águas,
guarda de honra,
pretoriana...
morrendo sem se render,
em doce, doce entrega...
 
(fonte da imagem:

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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