quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

em azul...

Hoje, sento-me no colo do Tempo.
As minhas mãos enroscam-se nas farripas
das suas horas,
encosto-me ao seu peito
tiquetaqueante nos segundos;
deslizo 
e, nessa tranquilidade cadenciada, espraio-me pelos azuis 
que o lacrimejam 
pela sua beleza abaixo.
No colo do Tempo
vislumbro-me no futuro e,
no arrepio,
sinto os passos de algo
que me esperaria, mas que me encontrou saciado.


Então, num jacto imenso,
empurro os segundos, 
suspenso,
até a Paz, a verdadeira Paz, 
me imergir 
num mergulho leitoso, tépido.
(fonte da 1ª imagem:
http://portaldegaia.wordpress.com/)
(2ª imagem:
foto do autor obtida com telemóvel:
"Jardim de silicatos")

2 comentários:

Nilson Barcelli disse...

O controlo do tempo é uma miragem, mas ainda assim vale a pena tentá-lo, pelo menos no plano poético.
Gostei do teu poema.
Abraço.

Lídia Borges disse...

Uma bela metáfora!
O tempo, essa coisa abstrata que nos comanda...



Um beijo