quinta-feira, 6 de outubro de 2011

K

em azul

Ao fechares-me a porta,
invocaste a parede,
essa parede 
que se sobrepõe ao meu corpo, 
num gesto de agressão contida.
É noite,
a parede 
encosta-se ao meu peito,
os meus joelhos feridos,
lembram a minha meninice;
mas resisto,
convoco todas as forças,
as que tenho e as outras,
e há uma imensa agonia,
um trémulo suspiro,
enquanto bailam os meus olhos,
e as minhas mãos tecem artifícios,
sorrisos,
enquanto venero a limpidez,
o compasso livre, a vitória! 
(fonte da imagem:
www.santorini-greece.biz/)

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1 Comentários:

Blogger Nilson Barcelli disse...

Por vezes, há portas que nos são fechadas.
Mas isso não deve ser motivo de desânimo, a porta pode ser aberta de novo e, para além disso, existem janelas e outras portas...
Belo poema, gostei.
Abraço.

terça-feira, 11 outubro, 2011  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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