segunda-feira, 29 de agosto de 2011

K

ver(-te)

Ontem,
estavas numa hora
de dormência,
em pé,
espreguiçando-te
para as árvores.
Era visível um anel de cabelo,
resumindo-se até à franja.
Os teus dedos esticavam-se,
como se quisessem deixar-te.
A tua figura esguia,
arqueada,
era um instante,
um momento contido,
uma impressão de Degas,
talvez Renoir,
que,
em arco imóvel,
juntou o meu dia de ontem
ao de hoje
em que te revejo.

(fonte da imagem:

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1 Comentários:

Blogger Graça Pires disse...

Instantes que a "tela" do coração regista...
Um beijo.

quarta-feira, 31 agosto, 2011  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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