domingo, 21 de agosto de 2011

poema fechado

(...)
era um tropel poeirento, cigano
que marcava as curvas solenes
os rastos mais vincados, arcos
de vis medalhas ostensivas na
sua altivez de quem está rindo
do futuro, na ânsia de triunfos
e insígnias de vitória. Oh, céus
de trôpegas, até inesquecíveis
batalhas, em que os recontros
eram trilhados pelos passos e
pelos gritos. Hoje, não há um
só trecho, um só restolhar das
nuvens que testemunharam do
céu-aço que tudo cobria. Essa
era a verdade que corrompia o
sonho dos virtuosos. Porém, o
engano já não campeava, nem
era já lembrado, a paz recobria
tudo e os aldeões caminhavam
cantando, fazendo o pão justo
(...)
(fonte da imagem:
http://aviemet.divitu.com/,
Salvador Dalí: "Céu hiperxiológico")

1 comentário:

Graça Pires disse...

Um poema fechado no seu próprio ritmo... Gostei muito.
Beijos.