quinta-feira, 15 de setembro de 2011

K
filho do vento
Se bateres palmas,
já o meu juízo se terá ido,
e as planuras em que me debato
serão, para ti, escuros vales
em que assinas o teu destino.
Vogaste por entre as brisas,
os escolhos do tempo,
viste cacos da Terra
a que deste as boas-vindas,
sorriste ao Sol e à Lua,
perdeste as tuas presas
e ganhaste mãos que acariciam.
Hoje, no convés onde te abrigas,
observas o vento, outra vez,
e sorris,
pois sabes que,
mesmo sem juízo,
coloco em minhas mãos
o trilho do regresso...
(fonte da imagem:

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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