sábado, 6 de agosto de 2011

K

longe

Folheio a Vida
e desfolho a Morte:
é um contratempo 
que desorienta a minha rota:
se o mar abraça a terra,
num júbilo de rendas brancas,
por que não irão estas duas,
qual alfa e ómega,
entrelaçar-se no perfeito infinito?
Como uma cobra
mordendo a própria cauda,
assim Vida e Morte,
num abraço glacial,
mas incandescente,
tornariam o princípio e o fim,
as faces de um mesmo cêntimo,
as virtudes de um só plano...


(fonte da imagem:
http://galeriasdearteemportugal.blogspot.com/)

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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