sábado, 23 de abril de 2011

LUZ

Sombreiam-se-me os olhos:
na noite decadente,
entre espaços lúcidos,
há vergões silenciosos
remoendo memórias
às escondidas da vista;
na tela do passado,
projecta-se o temor:
arrasta-se um regresso
na rispidez do raio;
o nó que me consome,
é meu: criei-o
no tormento de ontem,
no ódio de amanhã,
esquecendo
os tufos serenos que calcorreio;










será,
pois,
na
era
da
redenção
que
estarei
frente
a
frente
no
letargo
que
mereço,

já.

(fonte da imagem:
http://www.getreligion.org/)

2 comentários:

Graça Pires disse...

Convoca-se a luz para esconder as sombras, neste poema excelente.
Um beijo.

Lídia Borges disse...

Um poema belíssimo onde os tempos se misturam na procura da luz, da perfeição.

Um beijo