sexta-feira, 11 de março de 2011

O Cabo

Neste jogo dou-te todo o avanço,
sim, o que quiseres,
porém,
espera-me no teu sorriso,
na entrada da tua alegria;
posso,
(quem sabe?)
alagar-me na tua festa,
e nadar no teu mosto,
nata e grinalda de ti;
talvez,
(quem sabe?)
me agarre à tua franja
e siga a navegar, 
a navegar sempre,
pelos caminhos do cabo,
pelos atalhos dos ventos,
pelas ilhas do farniente...
(fonte da imagem:
www.ilfornoantico.it)

1 comentário:

Nilson Barcelli disse...

Navegar... é preciso...
Magnífico poema. Gostei.
Abraço.