quinta-feira, 24 de março de 2011

La vocación de la luna
es la misma del mar:
guardar tus ojos y
tu boca 
para que tus palabras
se queden sencillas *
















baixo então os estores,
(seja-me leve o coração!)
e inclino a cabeça
na espera da gaivota,
que teima no volteio;
sorrio ao espaço,
as folhas são manchas inocentes
no desvelo com que o vento as trata;
no ar pressente-se a sujeição dourada,
a terna entrega da cidade ao rio, 
na entre-vista de Veneza,
na magia do regresso às águas;
sei a tua vocação,
sei que me preparas o caminho,
é para os simples que me crias,
e da minha boca só sairão as palavras...
(...)
que dizer, pois, do pulso 
em que converge a mão,
e que exalta a tecla 
e endeusa a pena?...

(*autor desconhecido)
(fonte da imagem:
http://www.jordelia.com.br/category/livros/;
"Torre de Babel de livros")

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