quarta-feira, 6 de outubro de 2010

K

Pan-(dor)-a


Cristalizaste os teus erros;
subiste a escarpa, velaste a madrugada.
Então,
rindo, 
sentada sobre o mundo,
funambulaste,
quási acrobata num trapézio baço,
exibindo o ouro dorido, a prata vaga,
num esgar de meias-noites ainda rubras.

Então, soltaste medusas
- e Pandoras das caixas -
 e a vacuidade porosa
foi, altivamente,
tomando conta das colinas,
dos montes, das falésias até,
num gesto largo de oração,
de desmedida reza suspensa...
(fonte da imagem:

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1 Comentários:

Blogger Vieira Calado disse...

Olá, boa noite!

Há um tempo que por aqui não passava.

O seu blog continua interessante e variado.

Um abraço

sábado, 06 novembro, 2010  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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