terça-feira, 11 de maio de 2010

Equinócio

é, pois, neste equinócio
em que metade é céu,
metade escuro,
metade vida,
a outra pardo;
é, pois, neste equinócio
em que tudo é
meio
por
meio
que te entrego a minha
met
ade
afunilando os caminhos
do Inverno,
ou Verão,
dependendo
das tuas
direcções,
dos teus
sentidos
(fonte da imagem:

http://www.projetojade.com/)

2 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Belíssimo poema.
Muito bem estruturado e criativo.
Bom resto de semana.
Abraço.

maré disse...

agora que não te pergunto
o caminho dos barcos
nem a distãncia que mede a ternura aos poentes
agora, meu amor, neste equinócio sobre as águas
diz-me:- onde escrevo as lágrimas acesas dos meus olhos?

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beijo
sob a serenidade da noite