quarta-feira, 28 de abril de 2010

antemanhã

(...)
os teus caminhos

descruzam-se;
já não regresso,
deixo a peanha vazia,
o altar escurecido,
as cinzas frias,
(de)votos já gastos;
nunca os deuses se emudeceram,
nem os acólitos sonharam
nas álgidas coxias do concílio;
(...)
um sorriso vago
de um fervor quási dormente,
guinava-se, cálido,
pelas fragas da antemanhã...









(editado em 14 de Abril de 2010, às 09:38

no site de marés, onde me inspirei)
(fonte da imagem:
http://insalatamiste.blogspot.com,
pintura de Claude Monet)

2 comentários:

Graça Pires disse...

É na antemanhã que as imagens e os sons são quase senmpre o lugar onde de forma ambígua nos escondenmos para representar todos os rituais, sagrados e profanos, do dia a dia.
Um belo poema de uma bela inspiração.
Beijos.

maré disse...

obrigado Jaime

fico comovida sempre que me encontro nas tuas mãos

* beijo