quinta-feira, 15 de abril de 2010

eras

Eras fraqueza.
Tua pele macia
possuía-te no sangue
grato,
na visão da madrugada.
Parou o tempo,
as folhas voltaram,
a revolução trepou p'lo teu ventre
e girassolou
em promessas de vida.

(foto do autor tirada com telemóvel:
graffiti em Telheiras)

3 comentários:

Graça Pires disse...

Quando a fragilidade se torna força nada nos derruba...
Um beijo.

Paula Raposo disse...

Adorei o poema e foto excelentes!!
Beijos.

maré disse...

ainda pulsa a semente...

há-de reproduzir-se em campos de papoilas rubras.