terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

partida

Só a noite se repete,
num frenesim
rendido;
só o espaço escorre
pelas sílabas
veladas;
só as canções
desnudam a verdade,
na conjunção
do claro império,
esvaziado
da rouca,
cava mentira...

(inspirado num poema
de marés publicado no
seu blogue)

(fonte da imagem:
http://www.marmovale.ind.br)

1 comentário:

maré disse...

mão escrevente

ácido


pele


gotícula

que só o sangue lê

intranquilo gargorejo

de um pássaro na ressureição da noite

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abraço-o sedimentada de maresia


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