quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

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São parcos, escusos
os caminhos da liberdade:
as passadas vivas,
as armas extintas
na cor esquecida;
(...)
não há ponteiros já;
sobram os atalhos
na medíocre condição
dos eleitos.

(fonte da imagem:
www.palcospecialities.com)

3 comentários:

Graça Pires disse...

Pelos caminhos da liberdade se encontram os afectos, mesmo os mais longínquos e quase impossíveis.
Um beijo.

Nilson Barcelli disse...

Há cada vez menos ponteiros e os caminhos, também cada vez menos óbvios, têm que ser descobertos nas memórias quase esquecidas.
Ainda assim, "não há machado que corte a raiz ao pensamento" do poeta... como neste belo poema.
Gostei imenso.
Bom fim de semana, abraço.

maré disse...

fosem cravos

os rios agora fartos

deste país de ancoradouro breve


e parca a condição

da enferrujada coroa
_____

um beijo Jaime
na dispersão da noite