domingo, 20 de dezembro de 2009

in memoriam...



a Sir Winston S. Churchill

(...)
murmura-me a garganta,
o soluço prostra-me
na quietude do caos;
soçobra o marejar:
líquidos os olhos,
postos no poente,
no anoitecer lasso,
nas colunas do partir.

Minhas mãos fecham-me
na portinhola escura
de um negrume
acercando-se
(...)

(imagem retirada da net)

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Maravilhoso o teu poema!!
Beijos.

maré disse...

as minhas mãos abrem-se às palavras
para que o lado mais cru da noite feche este lado mais obscuro do silêncio...

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um beijo Jaime