terça-feira, 8 de dezembro de 2009

trem

passou a vida,
abandonei-a como a um trem,
procurei passos familiares,
boca que te nomeasse,
apenas o trem dava novas,
ao longe, no anoitecer;
fiz-me caminho,
travessa, atalho, rua;
era só o destino da disjunção,
da procura empatada;


(então,
em conluio,
em conspiração alla Sforzza
o tempo fechou-se,
em jeito de promessa,
de riso extraviado...)

(inspirado por moriana
no seu blogue)

(imagem retirada da net)

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Muito bonito, Jaime.
Beijos.

maré disse...

ou não fosse a espera uma avenida sem fim.

o som repetido de partidas

que agonizam os olhos

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um beijo mais, na linha do horizonte