quarta-feira, 18 de novembro de 2009

pul(e)so

Quero que o meu pulso, o meu punho,
digite a letra,
a palavra perfeita,
o verso.


Quero que o meu pulso,
o meu punho,
gire a bandeira
do homem, da canção,
do riso.


Quero que o meu pulso,
o meu punho,
se abra em mão estendida
cálida,
em cálice de vida!


3 comentários:

Paula Raposo disse...

Muito bonitos este pulso e este punho, abertos à vida! Gostei. Beijos.

maré disse...

descanso o meu pulso
das horas desavindas

deixo, ao lado do silêncio mais puro,a terra mais cruel,
o desvio dos homens

descanso o meu pulso
para que, gota a gota,
brote a palavra mais límpida
que contrarie o indício dos abismos.

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um beijo Jaime

pedronunesnomundo disse...

entre a flexibilidade e a força... a dádiva
é mesmo a tua cara :)