terça-feira, 17 de novembro de 2009

escrevo










escrevo em jacto, num sopro;
esqueço a lima, a borracha
a correcção cuidada,
tudo sobra....
faria tanto
para ter a escrita limpa,
em dia,
linda!
(ou não)
e a simetria do esforço,
o estilo assoberbado
(e injusto)
leva-me as palavras,
o verso,
para longe dos meus dedos,
na distância áspera
de quem lê.

(imagem retirada da net)

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Gostei.
Mas a distância não é áspera...
Beijos.

maré disse...

escrevo
sem reduto

sopro
e margem
língua
e árvore

escrevo
em jeito aberto
matéria volátil
torrente
nas nossas mãos

_______

deixo um beijo Jaime
cansado mas terno