terça-feira, 29 de setembro de 2009

geografias

Não sei se o caminho sou eu,
ou se é ele que me produz,
se as nuvens fazem desenhos,
se é o remorso que me seduz.

[Em vão atalho pelo caminho,
difuso, ignaro, 
que sempre me afronta;
em vão busco um silêncio,
uma agonia imperativa,
um espaço caiado,
um sepulcro
perdido nas lamas
imensas,
tão distantes...
e levemente relembro a geografia,
alva, baça e luzente,
daquele geógrafo que nunca serei...]

(inspirado em excertos
de um poema de Valerio Magrelli publicado por moriana)
(imagem retirada da net: "O geógrafo" de Vermeer)

2 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Descobrir os melhores caminhos é o que há de mais difícil na nossa vida.
Gostei do teu poema, muito bom.
Abraço.

Paula Raposo disse...

Os caminhos acabam por ser concêntricos...beijos.