quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ode

Pouco importa se teus caminhos se desviam,
em todo o tempo, dos meus;
pouco importa se queres iludir-te nas madrugadas
que são os meus ocasos,
pouco importa se crias os teus atalhos, firme,
sentindo o calor da sacrossanta vertigem;
abriga teus olhos da dor,
estica-te até o vento te calar
e que te não emudeça mais;
sorri,
sorri sempre
e deixa os cântaros da igualdade
jorrarem o seu deleite sobre a tua fronte;
terás então rasgadas ante ti
as avenidas perenes da liberdade!...

(imagem retirada da net)

4 comentários:

maré disse...

atalhos

caminhos breves
que são vertigem de desencontro

sorrio

sentindo as pálpebras contra o vento.

de brisa o meu beijo, nocturno.

Jaime A. disse...

outro meu, também nocturno :)

Paula Raposo disse...

Belíssimo!!! Adorei este poema! Beijos e óptimo fim de semana para ti.

Nilson Barcelli disse...

Caro amigo, gostei imenso deste teu poema. Parabéns pela tua criatividade poética.
Bom fim de semana, abraço.