segunda-feira, 13 de julho de 2009

K

passos
















Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar

(André Sardet, Foi Feitiço)

Sim,
entre dois cedros
caminhaste com passos
obscuros,
esfíngicos;
vestígios num atalho
esquecido,
feérico.

Deixaste tuas asas
em minhas mãos
enquanto
a Lua despedaçava
seus dardos
entre as folhas,
entre os galhos;
teu rasto
havia muito que se exumara
e meus bolsos,
que, de vazios,

se rompiam.
Ao longe,
uma madrugada
teimava em não romper
por teus passos encobertos,

teus voos incertos.


(imagem retirada da net)

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2 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Adorei este teu poema!! Está lindíssimo. Beijos.

terça-feira, 14 julho, 2009  
Blogger Jaime A. disse...

Obrigado pelos teus comentários que nunca faltam.
Bjs

terça-feira, 14 julho, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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