segunda-feira, 13 de julho de 2009

passos
















Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar

(André Sardet, Foi Feitiço)

Sim,
entre dois cedros
caminhaste com passos
obscuros,
esfíngicos;
vestígios num atalho
esquecido,
feérico.

Deixaste tuas asas
em minhas mãos
enquanto
a Lua despedaçava
seus dardos
entre as folhas,
entre os galhos;
teu rasto
havia muito que se exumara
e meus bolsos,
que, de vazios,

se rompiam.
Ao longe,
uma madrugada
teimava em não romper
por teus passos encobertos,

teus voos incertos.


(imagem retirada da net)

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Adorei este teu poema!! Está lindíssimo. Beijos.

Jaime A. disse...

Obrigado pelos teus comentários que nunca faltam.
Bjs