quarta-feira, 8 de julho de 2009

K

caminhos

Sobra o caminho,
entre dois passos, restou o dia
[sóbrio].
Pingavam atalhos entre a folhagem,
um verde aspergia os meus passos,
o pó jazia liquefeito
pelas lágrimas de um deus
passeando na madrugada.

(...)

Por onde andaria o meu Alentejo,
tresmalhado pelos seus montes,
pelos seus trigais?

(imagem retirada da net)

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4 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Tão lindo o teu poema, Jaime! E eu que tanto gosto do Alentejo. Beijinhos.

quarta-feira, 08 julho, 2009  
Blogger Jaime A. disse...

Obrigado pelas tuas passagens "com rasto" :)

quarta-feira, 08 julho, 2009  
Blogger ~pi disse...

andar ia

calado

a zumbir

no calor

amarelo,




~

quinta-feira, 09 julho, 2009  
Blogger Vieira Calado disse...

Se o tal deus

andasse por lá no calor do Verão

ou no frio gelado do Inverno...

talvez o Alentejo fosse outro...

Um abraço

quinta-feira, 09 julho, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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