quarta-feira, 8 de julho de 2009

caminhos

Sobra o caminho,
entre dois passos, restou o dia
[sóbrio].
Pingavam atalhos entre a folhagem,
um verde aspergia os meus passos,
o pó jazia liquefeito
pelas lágrimas de um deus
passeando na madrugada.

(...)

Por onde andaria o meu Alentejo,
tresmalhado pelos seus montes,
pelos seus trigais?

(imagem retirada da net)

4 comentários:

Paula Raposo disse...

Tão lindo o teu poema, Jaime! E eu que tanto gosto do Alentejo. Beijinhos.

Jaime A. disse...

Obrigado pelas tuas passagens "com rasto" :)

~pi disse...

andar ia

calado

a zumbir

no calor

amarelo,




~

Vieira Calado disse...

Se o tal deus

andasse por lá no calor do Verão

ou no frio gelado do Inverno...

talvez o Alentejo fosse outro...

Um abraço