domingo, 28 de junho de 2009

K

margens


o corpo está,

Alinhar ao centroa alma voa,

sem rumo,

sem destino, chegada

ou regresso.

O curso dos rios

traz a imagem rude,

disforme,

do corpo em anelos

sinuosos.

Brilha o horizonte tranquilo,

voa, em desvios sonoros,

a alma incerta,

quase discreta.

O corpo queda-se

no rol longo

de uma saída intramuros.


(inspirado no excerto do poema de Wislawa Szymborska "Gente na Ponte", publicado em moriana)

(imagem retirada da net)

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2 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Uma belíssima inspiração! como sempre. Beijos.

segunda-feira, 29 junho, 2009  
Blogger Vieira Calado disse...

Olá, boa tarde!

Apreciei o ritmo bem equilibrado
e adequado.

Cumprimentos meus

segunda-feira, 29 junho, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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