quarta-feira, 17 de junho de 2009

K







Eu queria sentar-me no poente,
entre dois raios de Sol
intersectando-se
num arco em ogiva perfeita.
Queria saber do fim do arco-íris,
gelá-lo num anel tão polido
que reflectisse o tempo dourado
e me levasse entre dois segundos
infinitos,
como o clarão do luar.
Quando poderei ir,
os pés encharcados de eterna poeira luzente
em intermezzos de elegante claridade?



(imagem retirada da net)

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1 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Mais um poema magnífico, Jaime! Gostei imenso. Muitos beijos.

sexta-feira, 19 junho, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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