quarta-feira, 17 de junho de 2009








Eu queria sentar-me no poente,
entre dois raios de Sol
intersectando-se
num arco em ogiva perfeita.
Queria saber do fim do arco-íris,
gelá-lo num anel tão polido
que reflectisse o tempo dourado
e me levasse entre dois segundos
infinitos,
como o clarão do luar.
Quando poderei ir,
os pés encharcados de eterna poeira luzente
em intermezzos de elegante claridade?



(imagem retirada da net)

1 comentário:

Paula Raposo disse...

Mais um poema magnífico, Jaime! Gostei imenso. Muitos beijos.