quarta-feira, 22 de abril de 2009

K

quando pousaste a tua mão macia


nestas letras trémulas,


esse teu gesto, mais do que prometido,


era ausência.


As letras,em giroscópico lance,


fundiam-se pela madrugada,


obscura, ressonante,


triste na sua geografia.


Caminhava, ia,


soprando as páginas,


que houveras tocado,


delicada em ardor grácil,


mavioso.


A madrugada,vazia, destituída, entre brumas,


já te não toleravaa decifração...




(15 de Abril de 2009 16:41 em moriana2 inspirado em Fernando Guimarães)

1 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Bonito. Beijos.

quarta-feira, 22 abril, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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