quarta-feira, 15 de abril de 2009

K

em si menor...

Partiu.

Largou a cítara,
a harpa,
o falsete até,
As mãos, ambas,
os dedos dedicados,
o allegro,
tudo se ia em crepúsculo.
Os seus passos cadenciavam
o longínquo.
Lentamente, afogava-se O som.
Uma manta de retalhos,
um quinteto de cordas,
cobriam vagarosamente,
a ara sacratíssima.
Soprava o som,

aquele som

em si cada vez menor.

O nada.

Menos...


(imagem retirada da net)


2 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Gosto de te ler....beijos.

quinta-feira, 16 abril, 2009  
Blogger Jaime A. disse...

Muito lisongeado.
Para quem escreverei?

quinta-feira, 16 abril, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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