quarta-feira, 11 de março de 2009

poema em enredo

(imagem retirada da net)




(...) encontrar um poema


nos bolsos duma gabardina amiga.


Entrevê-lo entre duas gargalhadas,


ao entardecer d'avenida,


entre pombos e migalhas.


Vislumbrar o poema,


ingeri-lo de cor,


derramá-lo em cascatas.


Circulará hoje esse poema?


Fará leitura geográfica


em cátedra impante?


Ou será um bilhetinho,


passado à socapa,


entre dois trejeitos


e um bafiento sorriso?




(inspirado em moriana)

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Papelinhos, bilhetinhos, poemas e recados de amor...tão bonito!! Beijos.

Vieira Calado disse...

É esse tipo de interrogações que sempre se nos põem.

Mas o poema resistirá sempre.

Um abraço