quarta-feira, 11 de março de 2009

K

poema em enredo

(imagem retirada da net)




(...) encontrar um poema


nos bolsos duma gabardina amiga.


Entrevê-lo entre duas gargalhadas,


ao entardecer d'avenida,


entre pombos e migalhas.


Vislumbrar o poema,


ingeri-lo de cor,


derramá-lo em cascatas.


Circulará hoje esse poema?


Fará leitura geográfica


em cátedra impante?


Ou será um bilhetinho,


passado à socapa,


entre dois trejeitos


e um bafiento sorriso?




(inspirado em moriana)

2 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Papelinhos, bilhetinhos, poemas e recados de amor...tão bonito!! Beijos.

domingo, 15 março, 2009  
Blogger Vieira Calado disse...

É esse tipo de interrogações que sempre se nos põem.

Mas o poema resistirá sempre.

Um abraço

sábado, 21 março, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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