segunda-feira, 1 de setembro de 2008

janelas


já as janelas se esgueiram,

e os campos se cobrem de fluidas
sombras.

Há pousio;

o sol foge,

a noite abraça-o.

Nas janelas,

já escuras,

rostos velam as manhãs.

Ali ao lado,

o mar,

sensível em algas de ouro,

em ritos de escuridão.

Há um ar opresso,

uma lua fumegante,

uma paz...

em prenúncios,

em quietudes desertas
de alguém já esquecido
(
a partir dum poema de moriana)
(Fotografia de J.N.)

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