segunda-feira, 21 de julho de 2008

K

em definido arco


Em minha alma
um veneno se tece,
e espraia o medo,
a loucura finda.
Um sorriso,
em pose,
a lua sorri,
em minhas mãos
distas de nada,
corre um arco,
em vermelho púrpura,
em silente cruz,
uma curva,
um gemido sinuoso;
uma nota grave
em jeito de menor
riso,
de menor maldição.

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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