segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Los niños imaginados

Niños llejanos...
E no rasto que deixaram
há um lago
bordado a pincel,
na distância louca
dos pés fugidios...
Pontinhos ao longe,
que nos levam à quase loucura
de não podermos
brincar, de novo,
a nossa infância
matizada
de passados que o não foram,
e escorrem p'los nossos lábios luminosos
ardentes de memória.

4 comentários:

musalia disse...

e não guardamos um só pedacinho da infância? lá muito no fundo dos nossos olhos?

:)

Jaime A. disse...

sim, sinto que sim, musalia. Talvez os "passados que o não foram" sejam as fantasias por realizar.
Grato por aparecer.

Blindness disse...

A nossa inf�ncia n�o nos abandona... ela � afinal uma parte de n�s...
Todo o nosso ser, as nossas ac�es transpiram um pouco da nossa inf�ncia...
Pudessem as nossas crian�as de hoje experienciar metade do que fez de n�s o que somos hoje. bjs

Jaime A. disse...

Sim, blindness, tens razão. Somos hoje porque fomos o que fomos.
E sinto que ainda temos uma ternura enorme pelas crianças que vimos nos nossos retratos de outrora...