quarta-feira, 20 de junho de 2007

K

(...)

Quero deitar-me
na fagulha,
e entrever
o céu
por entre os pinhais,
quero ser bafo,
bafo ardente.

Quero deslocar-me
ao sabor de mim,
quero ser luz,
água,
água alumiada.
Não quero mais obscuridade,
nem gélidas sensações...

Agora,
a liberdade,
tão esperada
o canto que vem
unânime....
a espada que se embainha
o fogo domesticado...

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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