quarta-feira, 20 de junho de 2007

Divertimento em espera

Abafo um grito.
De rudeza, espero.
Por ti, a minha voz.
Eleva-se, qual pardal.
De telhado, ao sol.
Detalha a pele,
remira o sonho.

É o tempo das esperas.
Das brasas cruas.
Cru é o tempo
em que vives,
acocorada,
esperando...

2 comentários:

helena disse...

Querido quim,
Poderia dizer-se que aqui deixaste a "elegia da espera"
Num primeiro momento, activo, puxas pelo sonho.
Num segundo, remetes para a espera do(a) outro(o), uma espera passiva e fria.
Assim sinto este teu poema de que muito gostei.

Um beijo amigo
Helena

Joaquim Sobral Gil disse...

Tens razão, Helena, é um pouco isso.
Trata-se também de um exercício a que me propus em que a última palavra duma estrofe desse continuidade à primeira da outra.
Bem-hajas por ir lendo o que escrevo.