sábado, 26 de maio de 2007

Palavras, só...



As palavras esvaem-se

fluidas,

inspiro-as

num vão tentar

de poema...


Muito longe,

tão ao longe que nem se sente,

o fluxo das palavras,

embalado por um assobio ancestral

e por uma lua amarelada,

vai-se tornando poesia,

que eu gostaria de ter,abraçada,

para, abençoado,sentir parte nela...

Mas a ancestralidade do fino assobio

mantém-me distante,

no silêncio dos deuses

esquecidos...
(inspirado num poema de Moriana)

2 comentários:

helena disse...

Gostei muito deste teu poema, quim.
"Mas a ancestralidade do fino assobio/mantém-me distante"- Não concordo!
Os deuses sopram-te e tu sentes, e é esse sentir que nos transmites nos teus poemas.
Um beijinho amigo

Joaquim Sobral Gil disse...

às vezes é também o suor na procura da inspiração, Helena.
Bjs