sexta-feira, 25 de maio de 2007

Ainda é o tempo das amoras...

Na vereda verde,
teus passos impacientes
levam-te a montanhas
de que nem o nome se sabe.
Teus olhos miram,
e a sua transparência afoga luas,
ainda vivas de lava.
Ainda é o tempo das amoras,
que tu colhes sorrindo-lhes.
E teus passos impacientes,
apressados, estugados,
têm tempo para ver
o desabrochar duma flor,
o voo dum colibri,
o renascer da esperança....

2 comentários:

helena disse...

Quanta vida! Quanta esperança, quim!
A musicalidade, os cheiros, trazem-nos à memória o sabor da nossa infância.
Está lindo!
Beijinho amigo

Joaquim Sobral Gil disse...

Deu-me imenso prazer escrevê-lo, Helena.
Não é só de obscuridades escondidas que vive a poesia...