segunda-feira, 15 de agosto de 2016

K

Nau


Esticam-se
e buscam a brisa,
bailando.
Está na sua natureza 
a inquietação,
o quase fervor
das águas vivas.


(Foto do autor 
Obtida com telemóvel)
Enquanto as madeiras
gemem,
os metais tinem 
e os homens sonham,
cumpre-se o desejo
infinito
das águas límpidas,
refeição de luas
de outrora.

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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