sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Cidade


Não esqueço
as nossas tardes em Nova Iorque,
cidade a que nunca fui, aliás.
Sentados num banco de jardim

em Central Park,

um lago igual aos de Lisboa,

gozávamos as palavras

que se entrelaçavam

num esgar quase cosmopolita.

O tráfego respirava
em centelhas, em remorsos, talvez;
o respirar das pessoas
criava a cidade.
Não nos importávamos:
era num banco de jardim
em Central Park
que nos sentávamos,
nas nossas tardes em Nova Iorque,
cidade a que nunca fui, aliás.


(publicado no blogue
de Margarida Fonseca Santos)

(fonte da imagem: n/a)

3 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Se Lisboa tivesse lagos daquele tamanho ganhávamos a vida a exportar patos. Mas claro, eu também nunca lá fui...

Graça Pires disse...

Sento-me contigo no Central Park, onde também nunca estive, só para festejar ter conseguido comentar-te.
Um beijo.

lupuscanissignatus disse...

respirar criaticidade