sábado, 28 de novembro de 2015

afastando-se

Despego-me de alguns,
daqueles que me perderam;
as amarras,
os laços esgotam-se,
desfiam-se;
vejo o mar,
olho o passado
e firmo as memórias
que em mim cabem.
Hoje, na pirueta das ondas,
no regresso das vagas
ao mar chão,
apenas sobra 

o desgaste,


a polução rota 
do esquecimento.

("Opta pelo silêncio,
haverá sempre quem 
se esquivará 
dos teus caminhos,
e nas esquinas falará
dos teus actos.
Que a tua cabeça seja hirta
como o Sol, 
nada te atormentará, então."
Fala de Titus, o historiador,
a seu discípulo Justinus)

(foto do autor obtida
com telemóvel)

1 comentário:

Rafeiro Perfumado disse...

Com o frio que está, gabo-te a coragem de poetisar sobre água. Não seria melhor falar sobre lareiras? Abraço!